domingo, 22 de março de 2009

SINTOMAS DA RECAÍDA

Medo de se sentir bem.
Negação do Stress e da ansiedade normal diante de mudanças.
Compromisso inflexível com a abstinência.
Compulsão em impor sobriedade aos outros.
Atitude defensiva em falar de si mesmo ou da sua recuperação.
Comportamento rígido e repetitivo (estilo monólogo ou estilo silencioso).
Comportamento impulsivo.
Tendência ao isolamento.
Visão em túnel (segmentar) de aspectos da sua vida.
Depressão leve (falta de atenção, afectos, excesso de sono).
Perda do planeamento construtivo (metas fantasiosas, excesso de atenção a pormenores de pouca importância).
Planos começam a não ar certo.
Pensamento sonhador (sindroma do SE).
Sensação de que nada dá certo.
Desejo imaturo de ser feliz (sem fazer o que é necessário).
Períodos de confusão mental.
Irritação com os amigos (confrontação no AA ou NA).
Irritabilidade fácil (e também medo das suas raivas).
Hábitos alimentares irregulares.
Indiferença frente à vida (dificuldade em por em acção).
Irregularidade de sono (insónia seguida de exaustão e muito sono).
Perda da estrutura do 24h (dia-a-dia), períodos sobrecarregados e outros sem nada para fazer.
Períodos de depressão profunda (isolamento, irritabilidade, raiva, medos, síndroma do ninguém me liga).
Vinda irregular aos AA ou NA, começa a questionar a irmandade (racionalização).
Atitude do “estou pouco ligando” – auto-piedade.
Rejeição de ajuda (silenciosa ou com raiva).
Insatisfação com a vida (em recuperação ou a usar a vida não é muito diferente).
Intensa sensação de desamparo e de impotência.
Intensa auto-piedade - sindroma de “coitadinho de mim”.
Vontade de voltar a beber socialmente como busca de alívio.
Mentiras conscientes (julga-se entre as opções loucura, suicídio ou voltar a usar).
Perda completa da autoconfiança (incapaz de sair da armadilha).
Raivas irracionais (do mundo, da vida, de algumas pessoas, de si mesmo).
Abandono de tratamento e recuperação (desaparece das irmandades).
Sente esmagadora solidão, frustração, raiva e ansiedade.
Volta a usar com a ilusão de controlar.
Perda de controlo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

TOXICODEPENDÊNCIA


Compreender para Intervir

O fenómeno do consumo de drogas tem acompanhado o Homem ao longo da sua história evolutiva, tendo as sociedades assumido várias posturas em relação ao mesmo. Independentemente da opinião pessoal de cada um, o fenómeno é real e é já considerado um dos maiores problemas de saúde pública. Compreender este fenómeno através de um ponto de vista científico é essencial para técnico, que dotado de conhecimentos teórico-prático, necessita ainda de conhecer a perspectiva da vivência do toxicómano e dos seus familiares para assim intervir eficazmente.

O IMPACTO DO DIAGNÓSTICO DE INFERTILIDADE NO RELACIONAMENTO CONJUGAL


ABSTRACT

O presente estudo aborda a temática da infertilidade feminina, procurando esclarecer o impacto que esta tem na satisfação com do relacionamento conjugal em mulheres. Os domínios avaliados são os da distorção idealística, satisfação conjugal, aspectos da personalidade, comunicação, resolução de conflitos, administração financeira, actividades de lazer, relação sexual, família e amigos, igualdade de papéis e orientação religiosa. Para tal foi aplicado um protocolo composto por um Questionário Sócio-Demográfico e por uma adaptação do Questionário ENRICH, a sessenta mulheres que mantenham uma relação conjugal, trinta das quais com diagnóstico de infertilidade e outras trinta onde o diagnóstico é inexistente. Os dados obtidos indicam existirem diferenças nos níveis da relação sexual e família e amigos, sendo o grupo de mulheres férteis o mais satisfeito em ambas as modalidades do relacionamento conjugal, o que permite concluir que se revela importante apoiar as mulheres inférteis durante o processo tumultuoso da infertilidade, estendendo-se esta intervenção ao domínio do casal.


Palavras-chave: infertilidade feminina, satisfação, relacionamento conjugal.